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Se a memória não me falha, o primeiro contacto com a arte começou quando eu tinha 7 anos. Era preciso ocupar os tempos livres, na altura das férias escolares, e a minha Mãe resolveu ensinar-me a bordar e a fazer crochet, estávamos em 1957/1958.
Depois vem a adolescência e a necessidade, tal como com todas as raparigas, de fazer o enxoval e assim, dou início ao meu percurso pelas artes da costura. Os primeiros trabalhos executados foram dos mais variados como é o caso das rendas finas (com algodão 60 e 40), bainhas abertas, naperões, lenços, almofadas e demais peças conforme as modas da época.
Durante 5 anos, frequentei o Curso Industrial, na Escola Aurélia de Sousa, no Porto, onde, na altura, para além das aulas teóricas, as artes e lavores tinham tempos e exigências letivos.
Com a entrada na idade adulta, a escolha de uma profissão tornou-se uma prioridade, fui empregada bancária durante 35 anos, realizando o 7º ano liceal, em regime nocturno.
O enxoval para os meus filhos foi outro dos momentos em que tive a oportunidade de voltar a criar e a recriar peças delicadas, como é o caso das babetes, das camisinhas com finas rendas pregadas à mão, dos casaquinhos e carapins de lã, os bibes (vestidos de bebé), as camisolas em tricô, entre tantos outros.
Ao longo dos trinta e cinco anos como funcionária bancária, e ainda que de forma pontual, fui executando trabalhos de costura, crochet e renda. No entanto em 2005, e perante a situação de pré-reformada, reiniciei a actividade de costura de forma mais activa e frequentei aulas de bordado de Arraiolos - tapetes bordados em lã, com o ponto de costura com o mesmo nome, sobre uma tela de juta, algodão ou linho, característicos da vila alentejana de Arraiolos em Portugal (fonte: wikipédia), de Patchwork - trabalho com retalho. É uma técnica que une tecidos com uma infinidade de formatos variados. O patchwork é a parte superior ou topo do trabalho, já o trabalho completo é o acolchoado, formado pelo topo mais a manta acrílica e o tecido fundo, tudo preso por uma técnica conhecida como quilting ou acolchoamento (fonte: wikipédia), e de costura criativa.
Estas formações permitiram a produção de várias novas peças, com a aplicação de novas técnicas, alimentando em mim o gosto por estas e outras atividades, no mundo dos lavores.
E assim, em 2014 nasce a marca “O Vício do C” formalizando este meu gosto e permitindo projectar o meu trabalho, para além das quatro paredes de casa. Com a marca já me foi possível participar em diversas feiras de artesanato locais, como é o caso das diferentes edições da Feira de Artesanato, em Rio Tinto e da Feira Medieval, também em Rio Tinto, bem como a criação de uma página de facebook.

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